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Rescisão em Rwanda

Políticas de Rescisão e Indenização

Compreender os procedimentos de rescisão de contrato de trabalho em Rwanda

Rwanda termination overview

Navegando pela rescisão de emprego em Ruanda requer uma compreensão aprofundada das leis trabalhistas do país para garantir conformidade e evitar disputas potenciais. A estrutura legal fornece diretrizes claras tanto para empregadores quanto para empregados sobre o processo, motivos para demissão, períodos de aviso prévio e direitos de indenização. Seguir essas regulamentações é fundamental para empresas que operam em Ruanda, sejam elas entidades locais ou companhias internacionais empregando pessoal no país.

Gerenciar adequadamente o processo de rescisão envolve entender os requisitos específicos com base no tipo de contrato, na duração do emprego e na razão da demissão. Os empregadores devem seguir procedimentos prescritos, incluindo fornecer aviso prévio adequado e calcular corretamente a indenização, para garantir que a rescisão seja legalmente válida e respeite os direitos dos empregados, conforme estipulado pela legislação trabalhista ruandesa.

Requisitos de Período de Aviso

A lei trabalhista de Ruanda exige períodos de aviso específicos para a rescisão de contratos de trabalho, que variam de acordo com o tempo de serviço do empregado. Esses períodos visam proporcionar aos empregados tempo para buscar novo emprego e aos empregadores tempo para encontrar um substituto. O período de aviso aplica-se tanto a empregadores quanto a empregados ao rescindir um contrato de duração indeterminada.

Os períodos mínimos de aviso são geralmente estruturados da seguinte forma:

Tempo de Serviço do Empregado Período Mínimo de Aviso
Menos de 1 ano 15 dias
1 ano ou mais 1 mês

É importante notar que acordos coletivos ou contratos individuais de trabalho podem estipular prazos de aviso mais longos do que os mínimos estatutários, mas não podem estipular prazos menores. Durante o período de aviso, o empregado geralmente tem direito ao seu salário regular e benefícios e deve continuar desempenhando suas funções, salvo acordo em contrário.

Cálculo e Direitos de Indenização de Severance

A indenização de severance, também conhecida como indenização por rescisão, é um direito estatutário dos empregados cujos contratos de duração indeterminada são rescindidos pelo empregador, exceto em casos de má conduta grave por parte do empregado. O objetivo da indenização é compensar o empregado pela perda do seu emprego.

O cálculo da indenização de severance em Ruanda baseia-se na duração do serviço do empregado e na média do seu salário mensal. A fórmula padrão geralmente é:

  • Menos de 5 anos de serviço: 2 meses de salário
  • De 5 a 10 anos de serviço: 3 meses de salário
  • De 10 a 15 anos de serviço: 4 meses de salário
  • De 15 a 20 anos de serviço: 5 meses de salário
  • De 20 a 25 anos de serviço: 6 meses de salário
  • Mais de 25 anos de serviço: 7 meses de salário

A média do salário mensal utilizada para o cálculo geralmente inclui o salário básico e quaisquer adicionais ou benefícios regulares que façam parte da remuneração do empregado. O cálculo costuma ser proporcional aos anos incompletos de serviço.

Por exemplo, um empregado com 3 anos e 6 meses de serviço, que recebe uma média salarial mensal de RWF 500.000, normalmente terá direito a: 2 meses de salário = RWF 1.000.000 em indenização de severance.

A indenização de severance é geralmente devida na data efetiva da rescisão e deve ser paga juntamente com o salário final e quaisquer férias acumuladas não gozadas.

Motivos para Rescisão

Os contratos de trabalho em Ruanda podem ser rescindidos com base em várias razões, que são amplamente categorizadas como rescisão com causa e sem causa. Compreender essa distinção é crucial, pois ela impacta os requisitos processuais e os direitos, como a indenização de severance.

Rescisão com Causa: ocorre quando a rescisão se dá por falta ou conduta atribuível ao empregado. Motivos legítimos para rescisão com causa geralmente incluem:

  • Má conduta grave (ex.: furto, fraude, insubordinação, negligência grosseira).
  • Reincidência de infrações menores apesar de advertências anteriores.
  • Falha em desempenhar as funções de forma satisfatória após receber advertências e oportunidades de melhoria.
  • Violação de termos contratuais ou políticas da empresa.

Ao rescindir por causa, o empregador deve seguir procedimentos disciplinares específicos, que usualmente envolvem investigações, dar oportunidade ao empregado de se manifestar e emitir advertências antes de proceder à rescisão por infrações graves. A rescisão por má conduta grave pode ocorrer sem aviso prévio e sem direito à indenização de severance.

Rescisão sem Causa: refere-se à rescisão iniciada pelo empregador por motivos não diretamente relacionados à falha ou conduta do empregado. Exemplos comuns incluem:

  • Razões econômicas (ex.: reestruturação da empresa, redundância, dificuldades financeiras).
  • Mudanças tecnológicas que levam à eliminação do posto de trabalho.
  • Acordo mútuo entre empregador e empregado.
  • Eventos de força maior que tornam a continuidade do emprego impossível.

Rescisão sem causa exige que o empregador forneça o aviso prévio statutory e pague a indenização de severance ao empregado, desde que este cumpra os critérios de elegibilidade (tipicamente, não ter sido demitido por má conduta grave).

Garantir que uma rescisão seja legal em Ruanda requer estrita observância dos passos processuais descritos na legislação trabalhista. A não realização desses procedimentos, mesmo que os motivos para a rescisão sejam válidos, pode tornar a demissão injusta ou indevida.

Os requisitos processuais principais normalmente incluem:

  1. Motivos Válidos: a rescisão deve basear-se em motivos reconhecidos legalmente (com ou sem causa).
  2. Aviso: fornecer o período de aviso por escrito exigido de acordo com a lei ou contrato, salvo rescisão por má conduta grave. O aviso começa a contar do dia seguinte ao recebimento da notificação.
  3. Notificação por Escrito: o empregado deve receber uma carta de rescisão por escrito indicando claramente o motivo, a data de efetivação e detalhes sobre pagamento final, indenização e férias acumuladas.
  4. Audiência (para Causa): se a rescisão for por causa, o empregador deve conduzir um procedimento disciplinar justo, incluindo informar o empregado das alegações, permitir que este apresente sua defesa e emitir advertências antes da rescisão.
  5. Documentação: manter documentação adequada durante todo o processo, como cartas de advertência, atas de audiências disciplinares e a carta final de rescisão.
  6. Pagamentos Pendentes: assegurar o pagamento pontual do salário final, pagamento em substituição ao aviso (se aplicável), férias anuais acumuladas não gozadas e indenização de severance (se aplicável).

Pitfalls comuns incluem documentação insuficiente, falha ao fornecer aviso adequado ou pagamento em substituição, não seguir procedimentos disciplinares justos para rescisões "por causa" e cálculo ou retenção incorreta da indenização de severance.

Proteções do Empregado Contra Demissão Indevida

A legislação trabalhista de Ruanda oferece aos empregados proteções significativas contra demissões injustas ou indevidas. Um empregado que acredita que sua demissão foi ilegal pode contestar a decisão através de canais legais estabelecidos.

Uma demissão pode ser considerada indevida se:

  • Não basear-se em motivos válidos reconhecidos por lei.
  • O empregador não seguir os procedimentos legais corretos (ex.: aviso insuficiente, ausência de audiência justa na rescisão "por causa").
  • Basear-se em motivos discriminatórios (ex.: gênero, religião, opinião política, deficiência, filiação sindical).
  • For uma retaliação por exercer um direito legal (ex.: denunciar irregularidades, participar de atividades sindicais).

Empregados que acreditam ter sido demitidos injustamente podem inicialmente buscar recursos por meio de procedimentos internos de reclamação da empresa, se disponíveis. Se não resolvido, podem abrir uma reclamação junto à inspeção do trabalho. A inspeção do trabalho tenta mediar e conciliar. Se a mediação falhar, o empregado pode levar o caso aos tribunais trabalhistas.

Se um tribunal considerar que a demissão foi indevida, pode ordenar a reintegração do empregado ou, mais comumente, conceder uma compensação ao empregado. O valor da compensação é determinado pelo tribunal com base em fatores como tempo de serviço, salário, circunstâncias da rescisão e prejuízos sofridos pelo empregado. Essa compensação é adicional à indenização de severance estatutária a que o empregado tinha direito.

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